O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ficou em 1,2% em junho na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O indicador ficou 0,92 ponto percentual maior que o registrado no mês de maio, que teve o IPCA de 0,28%.
Os índices de junho foram influenciados principalmente pela variação dos preços do grupamento alimentação no domicílio (alta de 3,53%), habitação (alta de 2,05%) e transportes (1,41%). Este último, por sua vez, pressionado com alta provocada pelo preço dos combustíveis, que subiram 6,18% em junho no estado.
O índice acumulado no ano na Região Metropolitana do Rio ficou em 3,08%, de janeiro a junho. Já o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,13%. O IPCA de junho e o acumulado de 12 meses no Rio ficaram abaixo dos registrados nacionalmente, que foram de 1,26% e 4,39%, respectivamente.
De acordo com análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), a greve dos caminhoneiros, que tinha influenciado mais discretamente os índices de maio, pressionou mais fortemente a inflação de junho (gráfico abaixo), com grande reflexo nos preços do grupo alimentação no domicílio. A dificuldade para a chegada dos alimentos ao consumidor final foi a principal causa deste impacto.
Para a Fecomércio RJ, os números de julho ainda deverão ser afetados pela paralisação, mas com tendência de diluição ao longo do segundo semestre. A Federação considera que os repasses das altas em geral para o preço final dos produtos pelo comércio tendem a ser menores, devido ao atual ritmo moderado da recuperação econômica do estado do Rio, para não desestimular o consumidor.
Gráfico – Evolução IPCA mensal Região Metropolitana RJ
