Geração de empregos volta a crescer no Estado do Rio

Estudo da Fecomércio RJ sobre a geração de emprego, baseado em dados do Ministério do Trabalho, mostra que os meses de março e abril marcaram o retorno de números positivos de postos formais no estado do Rio, com o número de abertura de vagas maior que o de encerramento, depois de sucessivas quedas.
 
Em março, os números esboçaram os primeiros dados positivos do estado no ano, com saldo de 247 novos postos de trabalho. Embora ainda tímidos, os resultados estão bem longe do cenário registrado em março de 2017, quando o balanço foi de 17.894 vagas fechadas no Rio, sendo 10 mil postos a menos somente do setor de serviços. Já os dados mais recentes de abril confirmaram a retomada com mais fôlego da oferta de trabalho: houve saldo positivo de 7.320 empregos formais.
 
Neste ano, o mesmo setor de serviços é o responsável pela virada, com saldo de abertura de 9.878 vagas desde janeiro, sendo 2.040 em março e 3.829 em abril, mês da última apuração.
 
Segundo o levantamento da Fecomércio RJ, o saldo total acumulado dos primeiros quatro meses deste ano ainda é negativo, com fechamento de 5.013 vagas, porém, é dez vezes menor que o mesmo período do ano passado, quando foram fechados mais de 55 mil postos de trabalho de janeiro a abril. Os setores que já mostram sinal claro de recuperação este ano, com resultados positivos na geração de emprego são, nesta ordem: Serviços, Indústria e Agropecuária. A Construção Civil e o Comércio ainda apresentam números acumulados negativos em 2018, mas já com trajetória de melhora.
 
A análise aponta que os anos de 2016 e 2017 tiveram os piores índices de empregos formais da década no estado do Rio de Janeiro. O mercado fluminense, que vinha crescendo com as necessidades do período olímpico, na contramão da crise em todo o país, afundou depois dos Jogos.
 
 
Dados positivos em abril
O saldo de postos formais registrado nos primeiros quatro meses deste ano no estado ainda é negativo, mas isoladamente, o mês de abril já mostrou dados positivos da oferta de empregos em todos os grandes setores, com criação de 7.320 vagas. Em abril de 2016, foram fechadas 11.754 vagas, e em abril de 2017, 2.554 postos.
 
Em março, primeiro mês com saldo positivo neste ano, foram criadas 247 vagas. Comparativamente, nos anos anteriores houve encerramento de 13.741 postos em março de 2016, e de 17.894 em março de 2017.
 
“Mesmo com as dificuldades que o estado do Rio vem enfrentando, até abril os setores mais intensivos em mão de obra têm reagido com dados positivos na prestação de serviços. O segmento foi o mais demandado por conta dos ganhos de renda e das necessidades dos grandes eventos e Olimpíadas. Foi o que mais caiu, e agora é o que mostra melhor reação”, afirma Antonio Florêncio de Queiroz Júnior, presidente da Fecomércio RJ.
 
O estudo da Fecomércio RJ é baseado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho. Os resultados do CAGED contemplam os meses de janeiro a abril e, desta forma, ainda não captaram possíveis impactos da greve dos caminhoneiros, ocorrida nas últimas semanas de maio, sobre a geração de empregos. 

 

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