A abertura de empregos continua a crescer no país. Em maio, foram abertos 277.018 postos de trabalho, cerca de 80 mil a mais que no mês anterior. Este é o segundo mês consecutivo a registrar crescimento na comparação interanual, de cerca de 4%, sinalizando uma retomada de fôlego na criação de empregos.
O mês também é marcado pelo saldo positivo em todos os setores econômicos. Os serviços foram responsáveis por cerca de 43% da abertura de vagas de trabalho, apresentando saldo de mais de 120 mil empregos. O comércio e a indústria se posicionaram em seguida, sendo responsáveis pela criação de 47 mil postos. Ainda, a construção apresentou saldo de 35.445, enquanto a agropecuária, que nos últimos dois meses passou por resultado negativo, gerou saldo de quase 27 mil empregos.
No estado do Rio de Janeiro, a abertura de vagas de trabalho se manteve estável. Foram criados 20.226 postos no mês, contra 21.719 em abril. A região também apresenta crescimento na comparação interanual, de 15,7%.
Assim como no país, todos os setores passaram por contratações líquidas, liderados pelos serviços, que representaram 50% do saldo total. A construção veio em seguida, sendo responsável pela abertura de 4.181 empregos. Por fim, indústria, comércio, e agropecuária tiveram saldo de 3.407, 1.555 e 990 vagas, respectivamente.
Ao longo dos primeiros cinco meses de 2022, já foram criados mais de 1 milhão de empregos no país. No estado fluminense, este número é de 77.648, sendo o terceiro maior por unidade da federação, superado apenas por São Paulo (304.328) e Minas Gerais (108.747). Em comparação com o mesmo período de 2021, o resultado no estado é de crescimento – no período, houve criação de 49.087 empregos – enquanto no país há um pequeno decrescimento – 1.161.199 em 2021, contra 1.051.503 em 2022.
A geração de empregos surpreendeu de forma positiva em maio. O crescimento puxado pelo setor de serviços também é observado no resultado do PIB do primeiro trimestre de 2021. Para o resto do ano, é possível que o ritmo de criação de postos diminua, visto que a recuperação do emprego em relação ao período da pandemia ocorreu em 2021. Para os próximos meses, o crescimento sustentado do emprego e da atividade econômica do país depende dos efeitos da política monetária no controle da inflação, que ainda precisam ser observados com cautela.