Presidente do SindiCom-Café RJ analisa a modernização dos portos, a alta na qualidade dos grãos do estado e o papel estratégico do associativismo para o setor
O presidente Sindicato do Comércio Atacadista de Café do Município do Rio de Janeiro (SindiCom-Café RJ) fez uma análise sobre o café, um dos produtos mais emblemáticos da economia brasileira. Em entrevista ao videocast O Rio Pod+, Guilherme Braga Pires Neto destaca como o Rio de Janeiro vem recuperando sua relevância logística no cenário internacional, saindo de uma participação tímida de 4% nas exportações nacionais, há cerca de 20 anos, para os atuais 24%, com meta de ultrapassar os 30%.
Segundo o dirigente sindical, essa retomada é fruto de um trabalho conjunto entre a iniciativa privada e o poder público, envolvendo a modernização dos terminais portuários, a redução de burocracia pela Receita Federal e a atuação estratégica do sindicato, que oferece hoje a certificação de origem mais barata do Brasil. Guilherme Braga Pires Neto ressalta ainda a articulação para viabilizar novas rotas de escoamento, como a possibilidade de utilização do porto de Angra dos Reis.
A conversa também desmistifica crenças populares, como a qualidade do café “extraforte” — que muitas vezes mascara imperfeições do grão com uma torra excessiva — e celebra a mudança no perfil do consumidor, cada vez mais exigente e aberto aos cafés gourmets e especiais. O presidente do SindiCom-Café RJ pontua o crescimento da produção de alta qualidade no estado, dividida entre o perfil empresarial da Região Serrana e a agricultura familiar do Noroeste Fluminense, ambos conquistando premiações e agregando valor ao produto final.
Guilherme Braga Pires Neto reforça que, apesar das oscilações de safra e clima, o mercado segue aquecido, impulsionado pelo fato de o café ser a segunda bebida mais consumida do mundo, atrás apenas da água, mantendo seu papel social de agregar pessoas e fechar negócios.
Assista ao episódio completo em https://www.youtube.com/watch?v=a94paDJeFSU