Candidatos à Presidência participam de encontros promovidos pela ACRJ, Fecomércio RJ e Firjan

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A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), a Fecomércio RJ e a Firjan promoveram, nesta quarta-feira (02/09), mais um encontro do projeto Rio pelo Brasil, iniciativa conjunta que reúne candidatos à Presidência da República para apresentar e debater propostas voltadas ao desenvolvimento econômico e social do país.

O convidado desta edição foi o senador Eduardo Girão (NOVO), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema. Durante o encontro, realizado na sede da ACRJ, Girão respondeu a perguntas elaboradas pelos presidentes das três entidades: Josier Vilar, da ACRJ; Antonio Florencio de Queiroz Junior, da Fecomércio RJ; e Luiz Cesio Caetano, da Firjan.

Entre os temas abordados estiveram competitividade, geração de empregos, inovação, educação, infraestrutura e fortalecimento dos setores de comércio de bens, serviços, turismo e indústria, além de questões estratégicas para o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro.

Com realização conjunta de ACRJ, Fecomércio RJ e Firjan, o Rio pelo Brasil busca proporcionar um ambiente plural, democrático e apartidário para que candidatos à Presidência e à Vice-Presidência apresentem suas visões, propostas e prioridades para o futuro do país, contribuindo para ampliar o debate sobre os principais desafios da economia e do setor produtivo brasileiro.

Em sua fala de abertura, o presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, destacou a importância da união das entidades empresariais e da construção de um ambiente de diálogo, no qual diferentes visões possam contribuir para o futuro do país.

“A união das entidades empresariais sempre resulta em avanços importantes para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Queremos ouvir todos os candidatos, conhecer propostas concretas e promover o diálogo, entendendo que as divergências devem estar no campo das ideias, e não entre as pessoas. As instituições e a sociedade precisam participar ativamente desse processo. Não queremos ser passageiros da história, mas protagonistas na construção de um Brasil melhor”, disse.

O presidente Antonio Queiroz perguntou ao candidato Girão sobre suas propostas em relação aos programas sociais.

“O Bolsa Família é fundamental, mas precisamos buscar outras saídas. Uma das nossas propostas é criar alternativas à CLT, oferecer empregos por meio de um sistema nacional, qualificar as pessoas. Para receber o Bolsa Família no nosso plano é preciso estudar e se capacitar”, afirmou Girão.

Em seguida, o presidente Antonio Queiroz questionou o senador sobre as propostas para o Rio de Janeiro.

“Nós temos que enfrentar a questão do crime organizado. Vamos utilizar as forças armadas para que fiquem no estado até resolver esse problema. O turismo de eventos também é uma oportunidade para o Rio de Janeiro por conta da malha aérea que temos. A corrupção também precisa ser enfrentada. Vamos aumentar as penas relacionadas à esse crime”, ressaltou o candidato.

Caiado dedica boa parte da entrevista à segurança pública

O primeiro entrevistado da série foi o candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD). O ex-governador de Goiás dedicou boa parte da entrevista, no dia 28 de agosto, ao tema da segurança pública, a partir de uma pergunta do presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior.

O candidato do PSD defendeu que a credibilidade pública depende de autoridade moral, e não apenas de retórica, e associou o avanço da violência à permissividade institucional e à conivência entre estruturas de poder e a corrupção, que, segundo ele, enfraquecem o Estado e abrem espaço para o crime organizado. Também citou situações em que grupos criminosos impõem regras em determinadas áreas e chegam a cobrar para que candidatos e suas equipes entrem nos territórios, restringindo a disputa eleitoral e a presença do Estado.

“Vivemos um momento em que as empresas enfrentam um volume crescente de recuperações judiciais e dificuldades para encontrar mão de obra, qualificada ou não. Precisamos superar políticas que acabam privilegiando o assistencialismo sem criar oportunidades para que as pessoas possam construir seus próprios caminhos. Receber os presidenciáveis representa, para nós do setor produtivo, uma renovação das esperanças de um Brasil melhor, sem banalizações e no qual o povo possa, efetivamente, exercer todo o seu potencial”, afirmou o presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior.

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