Levantamento da Fecomércio RJ, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Trimestral, do IBGE, aponta, no primeiro trimestre deste ano, crescimento de renda no estado do Rio de Janeiro. A última vez que a renda real efetiva apresentou dados positivos foi no segundo trimestre de 2016, no período pré-Olimpíadas.
Neste ano, o crescimento até março foi tímido, de 1%, porém já mostra um cenário otimista, depois de dois anos de quedas consecutivas. No mesmo período do ano passado, a perda foi de 4%, chegando a 5% ao fim do segundo trimestre e estável na virada do ano. Em 2016, o aumento chegou à casa dos dois dígitos, com 12%.
“Acreditamos que a melhora atual na renda se dá pela evolução no volume de vendas já registrada em alguns segmentos de bens e serviços, além do aumento, embora leve, no número de vagas formais de trabalho no mesmo período. Temos um caminho longo a percorrer, mas já temos sinais da recuperação na atividade econômica”, afirma Antonio Florêncio de Queiroz Júnior, presidente da Fecomércio RJ.

Menor avanço da informalidade
Os dados da PNAD também indicam que a informalidade, representada pelo emprego sem carteira assinada, apresentou seu menor avanço desde 2016 no estado do Rio, com aumento de 3% nos primeiros três meses do ano. No final de 2017, o crescimento da população ocupada em trabalhos informais chegou a 13%.
Em relação aos trabalhadores com carteira assinada, embora com índices ainda negativos no acumulado de janeiro a março, houve melhora nos últimos trimestres. O percentual de queda, que estava próximo a 10% em 2016, ficou em 5% neste início de 2018. Para a Fecomércio RJ, a recuperação é naturalmente lenta na recomposição das vagas formais e na consequente proporção com os empregos informais, o que provoca a ainda tímida retomada na renda.